Uma comunidade de estudo que lê os clássicos sob as óticas astrológica e simbólica: um encontro de leitura por semana, convivência diária e uma biblioteca de aulas e livros com acesso imediato. Entre hoje e estude acompanhado.
Quero ser membroNo auge da história ocidental, o homem comum compreendia o mundo à sua volta. O calendário (e portanto o tempo) tinha significados profundos, derivados da época do ano. Os próprios trabalhos realizados ao longo do ano tinham uma razão atrelada ao mundo externo, as festas ordenavam o tempo e os animais, plantas e astros diziam alguma coisa. Tudo era significado.
Na modernidade, as instâncias de significado foram substituídas pela função: na intenção de instrumentalizar o mundo, o homem moderno se esqueceu de que a realidade tem, além de uma função, um significado. Esse processo recebeu um nome: o desencantamento do mundo. Todos fomos, em alguma medida, afetados por este fenômeno.
"O que isto significa?"
"Como isto funciona? Para que serve?"
Consolidado o desencantamento do mundo como um fato histórico, o resultado é que mergulhamos no que chamei de "literalidade crônica": o olho do homem moderno só é capaz de alcançar o primeiro nível de significado (o significado literal, imediato), não sendo capaz de captar o que as coisas significam, o que a sua existência indica e para onde ela leva. O resultado:
A vida acontece e não diz nada;
Os fatos vão se acumulando sem fazer qualquer sentido;
As datas só importam como uma folga do trabalho; o próprio trabalho vira um estorvo, igualmente sem sentido; e o casamento é reduzido a um tipo de "parceria social";
A própria literatura torna-se apenas crítica social e história, sem significados profundos e transcendentes.
A intuição nos diz que existe algo mais: é o que sente quem se emociona num filme sem saber por quê; quem reconhece, nos personagens de um romance, rostos conhecidos; quem pratica a religião e se pergunta por que o calendário religioso é assim... Você sacou que as coisas têm significado; agora precisa aprender como os ler e decodificar.
Quando essa intuição procura resposta na modernidade, encontra sempre uma leitura fajuta: a alegoria dicionarizada, o "isto quer dizer aquilo", o símbolo reduzido a etiqueta. Tal é a origem das análises rasas dos astrólogos e críticos literários modernos.
A linguagem simbólica é o que te permite passar da literalidade crônica à anagogia; eis a Via Simbólica.
Para isso, a resposta é uma alfabetização simbólica. No medievo, lia-se os textos em quatro sentidos, e lia-se o mundo do mesmo modo, porque se o tinha por legível. A Comunidade LiterAstro recupera essa escada e a aplica onde ela sempre foi aplicada: nos livros e na vida. Sobe-se degrau por degrau.
O que aconteceu?
O nível dos fatos: o que a coisa é, o que se passou, o que está escrito. É a base de tudo: sem o literal bem lido, os níveis seguintes viram fantasia. Por isso lemos os livros inteiros, com atenção ao que o texto diz. O problema do moderno está em parar aqui.
O vício do nível isolado: o factualismo, a vida como acúmulo de dados sem sentido.
O que significa?
O nível em que a coisa aponta para além de si: a forma carrega informação, os elementos se correspondem. Significado se lê com vocabulário estável, e a astrologia tradicional é a gramática que decifra as assinaturas: um personagem, um gesto, uma estação, uma área da vida.
O vício do nível isolado: o colecionismo de símbolos, o dicionário de curiosidades que sabe o que quer dizer e não muda nada.
O que exige de mim?
O nível em que o significado vira medida: o que o texto mostra, cobra. É o que separa o leitor do colecionador, e onde se começa a julgar a própria vida com base no que é mais importante.
O vício do nível isolado: o moralismo, a lição de moral sem leitura, a régua sem a gramática.
Para onde aponta?
O nível da direção: os significados se ordenam entre si e apontam. É o que responde à desorientação, e é o degrau que os três anteriores preparam. De significado em significado até o Significado.
O vício de quem o busca sem os três primeiros: o misticismo vago, o atalho de quem quer o topo sem subir. Nós subimos na ordem.
Os quatro níveis são uma leitura completa. E são uma habilidade: treinável, como toda alfabetização.
O clássico é o real em concentração: a vida já ordenada por um escritor nos seus elementos essenciais de sentido, densa em cada página. Na vida, os significados vêm dispersos ao longo de anos; no clássico, vêm reunidos em capítulos. Quem aprende a ler o casamento dos Kariênin aprende a ler o próprio.
E o clássico é comum. A sua vida, só você vive; o mesmo livro, trinta pessoas podem ler na mesma semana, comparar leituras, corrigir o olho umas das outras e subir os níveis em voz alta. O clássico é o campo de treino que torna a comunidade possível.
Ler nos quatro níveis é prática. Informação se transmite num curso; prática se adquire como um ofício: por repetição, correção e convivência. Por isso os cursos do Via Simbólica ensinam o método e terminam, e a Comunidade pratica e continua. Todo o resto fala sobre a leitura; a Comunidade lê.
Sozinho, o leitor desliza de volta para o resumo e a opinião: a inércia do olho antigo é forte. A prática semanal segura a subida.
No encontro, todos leram, todos falam, todos são lidos. A roda obriga à profundidade que a leitura solitária dispensa.
Pessoas com os mesmos princípios, unidas pelo estudo, convivendo e melhorando juntas. O livro é a ocasião.
"Quem ama o conhecimento não deveria ter que estudar sozinho."
A Comunidade lê um livro por vez, em ciclos de cerca de oito semanas, com três ritmos:
O encontro de leitura: o trecho da semana lido em voz alta, o comentário nos quatro níveis, a roda em que todos falam e a pergunta da semana, que segue aberta no grupo. O encontro fica gravado para quem perder.
O convívio de todo dia: Guilherme comenta as leituras em curso, os achados, as hipóteses, os erros. Você acompanha o pensamento nascendo e participa como igual, para replicar na própria vida.
Uma noite por mês, livre e sem pauta, no servidor do Discord da Comunidade: sessões de cinema comentadas e conversa solta. Onde os laços se fazem sem programa.
Entrando hoje, você recebe a biblioteca inteira: os módulos já gravados, o drive de livros e tudo o que os ciclos forem depositando, incluindo as gravações dos encontros.

Análise simbólica e astrológica do romance de Tolstói.

Estudo das caracterologias produzidas pelos psicólogos tradicionais e modernos.
Análise simbólica e astrológica do romance de Mario Puzo.

O estudo do homem à luz da antropologia fundada na cosmologia antiga.

Análise simbólica e astrológica da obra de Débora Luciano.

Análises e comentários sobre as Escrituras com base no simbolismo tradicional.

Uma análise da questão feminina, conduzida pela professora Kauana Nunes.
Exclusivo do plano anualA estante digital da Comunidade, em constante expansão, com obras de:
Não é iniciação: é alfabetização. O modo de ler que já foi de todos, devolvido a quem quiser retomá-lo.
Astrólogo tradicional e escritor, Guilherme se dedica ao estudo da astrologia tradicional e do simbolismo natural, unindo literatura tradicional e moderna aos estudos de simbolismo, astrologia e psicologia.
Fundou a Comunidade LiterAstro e nela preside os encontros de leitura e convive diariamente com os membros: comenta as leituras em curso, os achados, as hipóteses e os erros, mostrando o pensamento enquanto nasce. Ali desenvolve os seus estudos juntamente aos membros, que adquirem novas ferramentas para conhecer-se e realizar-se na vida, finalidade de todo o seu trabalho.
A assinatura promete quatro coisas:
Tudo o mais que acontece na casa é dom, não cláusula.
12x R$ 51,40
ou R$ 497 à vista
Bônus dos membros anuais
O ritmo é da comunidade: um trecho por semana, um livro a cada dois meses. Lê-se menos e entende-se mais.
Pode; e o olho desliza de volta para o resumo. O encontro semanal obriga à profundidade que a leitura solitária dispensa. E há o que nenhuma leitura solitária entrega: os outros.
O curso deu o método; a Comunidade é onde ele vira hábito. Um termina; a outra continua.
Não é iniciação: é alfabetização. Vocabulário tradicional, método claro, livros inteiros.
O que tem fim se vende por transação; o que não tem fim, por assinatura. A prática não tem fim.
Toda segunda à noite, ao vivo. Os encontros ficam gravados na biblioteca da Comunidade para você assistir quando puder.
Os dois dão acesso completo à Comunidade: encontros, convívio, biblioteca e precedência. O plano anual leva três cursos de bônus: Identidade Feminina e sua Missão no Mundo Moderno, o curso dos 4 Temperamentos e o curso avançado de Simbolismo Astrológico, que é exclusivo dos membros anuais.